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Não confundir com Stendhal. É mesmo Estendal, esse apuradíssimo instrumento de aferição civilizacional.
Tenho uma mágoa: por muito exercício físico que faça nunca se me libertam coisas maravilhosas e redentoras como as endorfinas, as neurotrofinas, a serotonina, a norepinefrina, a dopamina e o camandro. É com grande constrangimento que confesso que nunca senti uma endorfina. A única coisa positiva que sinto é comezinha e prosaica: alívio quando termina.
No ginásio, tenho com as máquinas uma relação implícita de responsabilidade unilateral e manifestamente clara: elas estão lá para me fazer penar e infligir dor em partes do corpo que eu nem sei o nome, em troca de (supostos) benefícios ainda por constatar, a saber: um batimento cardíaco mais ou menos normalizado, alguns gramas a menos na amplitude focal (referência zoológica) e escassa redução milimétrica na posta do meio.
Não se pode dizer que seja grande experiência sensorial, a sério. Que tristeza, pá.